domingo, 14 de abril de 2013

O dia mais longo da creche


Aproveitando o sucesso da animação de curta-metragem The longest daycare (O dia mais longo da creche), desenvolvemos uma tarefa em que os alunos teriam de descrever com riqueza de detalhes, individualmente ou em grupo, as cenas que viam. Após revisarem seus textos, os alunos entregaram-nos para uma seleção, em que o melhor de cada turma seria exposto aqui no nosso blog!

Vejamos, então, como os nossos alunos descrevem o curta da Fox The longest Daycare. Primeiro, o vídeo; depois, os textos.




1902, por Bianca Lima e Tainá Duarte:

Marge leva sua filha Maggie no seu primeiro dia na creche. Chegando lá, ajeita os cabelos e o lacinho de sua filha e entra no local com ela, então a deixa sentada e vai embora. Vem um segurança, a pega e coloca a menina em frente a uns aparelhos com outras crianças, para ver se ela tem alguma doença e algum tipo de especialidade. Percebem que a garotinha não tem nenhum dos dois e a colocam em uma área reservada sem nada de especial.

Lá ela encontra crianças desenhando, pintando e resolve brincar junto com a criançada, aí observa um menino comendo tinta e se assusta quando ele pergunta se ela quer comer também. Logo em seguida, se depara com um garotinho que "esmaga" borboletas na parede. A menina olha para o chão e vê uma pequena lagarta. O menino então percebe. Maggie age rapidamente e a esconde na sobrancelha. O garoto fica meio desconfiado, mas vai embora.

A garota sai correndo e acaba encontrando um livro que mostra o desenvolvimento das lagartas, o abre e vê, aí lembra do pequeno menininho que mata borboletas. O garoto aparece e a menininha joga terra na cara dele e corre. Ela passa por um trenzinho de brinquedo e depois por vários bebês com andadores. Maggie acaba caindo e o vaso de flores que estava em suas mãos se quebra. A garota coloca a lagarta, que se transformou em borboleta, para voar, mas o menino mau acaba fechando a janela e esmaga o suposto inseto. Maggie então faz um grande drama na frente do malvado garoto e ele faz caras e bocas como se fosse o melhor.

Marge chega para buscar sua filha. A pequena garotinha vai embora triste e escondendo seu rosto, então o garoto se surpreende ao ver que a borboleta era apenas um lacinho na janela.

Maggie entra no carro e o inseto, que estava disfarçado de lacinho, vai embora pela janela em busca da liberdade, voando pelo céu. A menina fica toda contente ao ver sua linda amiguinha livre.

1904, por Laura Viana e Karla Leça:

Maggie, em seu primeiro dia na creche, assim que chega, passa por uma avaliação para testar sua inteligência e ver se tinha algo de especial. Não tendo nada de "novo", e um nível de inteligência normal, a bebê é colocada em uma sala com bebês problemáticos.

Ao ficar um tempo nessa sala, percebeu que duas crianças se destacavam: um garoto que comia cola e outro psicopata; o que mais se destacava entre os dois era o psicopata, pois tinha mania de matar borboletas.

Até que Maggie avista uma lagarta e fica "amiga" dela. Quando ela se tocou que a lagarta ia virar uma borboleta, resolveu salvá-la do menino maluco. Ela bota a lagarta em uma planta que estava dentro de um vaso, e sai correndo com o vaso na mão, e o garoto a persegue desesperadamente passando por uma série de obstáculos.

Quando chega numa sala, Maggie cai e deixa o vaso cair junto. Nisso, a lagarta vira borboleta... Quando finalmente a borboleta vai voar pela janela, o garoto a fecha e esmaga a borboleta.

Aí, então, chega a hora de ir embora e a mãe de Maggie vai buscá-la, e ela sai com uma aparência triste e deprimida. Chegando na sala novamente, o garoto levanta a janela e vê que não era a borboleta, era o lacinho de Maggie, e a bebê heroína fica contente, ao ver que conseguiu enganar o garoto e salvar a borboleta!

1905, por Nelson Castro, Pedro Sales e Débora dos Santos:

Marge leva Maggie para a creche e Maggie está sendo detectada. A inspetra leva Maggie para uma área nada especial.

Um garoto levado faz de tudo para arruinar o dia de Maggie, que faz amizade com uma lagarta. Maggie tenta protegê-la contra a maldade do garoto, que é enganado pelo laço de Maggie e a borboleta sai da creche com a menina feliz da vida.

sábado, 13 de abril de 2013

"Quem se contenta"

Conto de Ítalo Calvino, escritor italiano

Havia um país em que tudo era proibido.

Ora, como a única coisa não proibida era o jogo de bilharda, os súditos se reuniam em certos campos que ficavam atrás da aldeia e ali, jogando bilharda, passavam os dias.

E como as proibições tinham vindo paulatinamente, sempre por motivos justificados, não havia ninguém que pudesse reclamar ou que não soubesse se adaptar.

Passaram-se os anos. Um dia, os condestáveis viram que não havia mais razão para que tudo fosse proibido e enviaram mensageiros para a avisar os súditos que podiam fazer o que quisessem.

Os mensageiros foram àqueles lugares onde os súditos costumavam se reunir.

- Saibam - anunciaram - que nada mais é proibido.

Eles continuaram a jogar bilharda.

-Entenderam? - os mensageiros insistiram. - Vocês estão livres para fazer o que quiserem.

-Muito bem - responderam os súditos. - Nós jogamos bilharda.

Os mensageiros se empenharam em recordar-lhes quantas ocupações belas e úteis havia, às quais eles tinham se dedicado no passado e poderiam agora novamente se dedicar. Mas eles não prestavam atenção e continuavam a jogar, uma batida atrás da outra, sem nem mesmo tomar fôlego.

Vendo que as tentativas eram inúteis, os mensageiros foram contar aos condestáveis.

-Nem uma, nem duas - disseram os condestáveis. - Proibamos o jogo de bilharda.

Aí então o povo fez uma revolução e matou-os todos.

Depois, sem perder tempo, voltou a jogar bilharda.


(Ítalo Calvino, Um general na biblioteca. Companhia das Letras, 2010)

domingo, 7 de abril de 2013

Novo modelo de prova: as mídias a serviço do aprendizado!

Vejam a prova de língua portuguesa que as turmas 1902, 1904 e 1905 fizeram na última sexta-feira, 05/04/2013. Utilizar mídias na escola, mais do que qualquer coisa, deve habilitar nossos jovens a lidarem com os desafios do dia-a-dia, expressando-se de forma eficiente através da escrita e associando a teoria das aulas à prática da vida.

Pelas fotos, podemos ver que todos se interessaram, apesar da reclamação de alguns pela dificudade.

http://prezi.com/glaxezgdipcl/untitled-prezi/?kw=view-glaxezgdipcl&rc=ref-4323163


Turma 1902:

Turma 1904:

Turma 1905:

O analfabeto político

Texto do dramaturgo alemão Bertold Brecht


O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio 
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, 
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.
Nada é impossível de Mudar.
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem 
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.